Aumento de carga é o pedido que você faz à distribuidora de energia para receber mais potência na sua casa ou empresa, normalmente passando de monofásico para bifásico ou de bifásico para trifásico, ou aumentando o disjuntor geral dentro da mesma categoria. É necessário quando a soma dos aparelhos passa do que a sua entrada de energia suporta.
Quando é preciso
- Instalar ar-condicionado, principalmente mais de um aparelho.
- Trocar o chuveiro por um mais potente ou instalar mais chuveiros.
- Forno elétrico, cooktop de indução, aquecedor de piscina, sauna.
- Carregador de carro elétrico.
- Ampliação da casa ou abertura de comércio no imóvel.
- Disjuntor geral desarmando com frequência nos horários de pico.
Passo a passo geral
- Levante a carga: o eletricista soma a potência dos aparelhos e calcula a demanda. Isso define a nova categoria.
- Consulte a norma da distribuidora: cada uma tem suas faixas de carga por categoria e as exigências de documentação (em alguns casos, projeto com responsável técnico).
- Faça o pedido pelo site, app ou atendimento da distribuidora, informando a nova carga.
- Adeque o padrão de entrada: cabos, disjuntor geral e, às vezes, caixa e poste. Veja padrão de entrada de energia.
- Vistoria e ligação: a distribuidora confere o padrão e altera a ligação na rede.
- Adeque o quadro interno: novos circuitos, disjuntores e DR para os aparelhos novos.
Particularidades por distribuidora
Os nomes dos serviços e os prazos mudam: algumas chamam de “alteração de carga”, outras de “mudança de categoria” ou “alteração de padrão”. Em Santa Catarina o pedido é feito à Celesc; no Paraná, à Copel; em Minas, à Cemig. Procure no site da sua distribuidora pela norma de fornecimento em tensão secundária (baixa tensão).
Quanto custa
Normalmente a distribuidora não cobra pela simples alteração da ligação em baixa tensão, mas você paga o material do padrão e a mão de obra do eletricista. Se a rede da rua não tiver capacidade, a distribuidora pode precisar fazer obra na rede, o que muda prazos e regras de custeio. Peça ao eletricista um orçamento que separe padrão de entrada e adequação do quadro interno.
Dá para evitar o aumento de carga?
Às vezes, sim: trocar aparelhos convencionais por modelos inverter, redistribuir circuitos e evitar ligar os aparelhos potentes ao mesmo tempo. Mas, se o disjuntor geral desarma ou os cabos de entrada esquentam, o aumento é questão de segurança. Veja também tabela de bitola de fio para ar-condicionado.
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